Glória consegue se separar e se muda levando consigo as filhas e o desejo de recomeço. Enquanto tenta fazer da nova casa um lar e de seu corpo uma morada, ela enfrenta, no chão da fábrica, a delicada disputa por uma vaga de supervisora entre colegas e sua melhor amiga. A coragem vai se fazendo conforme a angústia toma a carne.
Este projeto nasceu da vontade de contar as histórias da Glória, das Glórias, as nossas também. Sonhos, desejos, relacionamentos, desafios, fobias, obsessões e esgotamentos.






Este projeto nasceu da vontade de contar as histórias da Glória, das Glórias, as nossas também. Sonhos, desejos, relacionamentos, desafios, fobias, obsessões e esgotamentos.
Na escrita de “Nó”, Melo e Saravy colhem, fabulam e contam suas histórias e as de outras mulheres. Glória recebe outro destino, mas continua em um sistema que às vezes a obriga a passar por cima de seus princípios e afetos. Apesar da dureza e dos abusos, temos aqui personagens que falam, confrontam e se protegem com leveza e humor.
Há muitas coisas que nos movem. Talvez a primeira seja a paixão, a luxúria, o interesse genuíno em conhecer o outro e, paralelamente, pensar o mundo. Olhando para este micro, relacionando-se com o macro — quem contou e como foram contadas as histórias do mundo até agora?
O que mais é um nó senão o esgotamento desse corpo? Neste fragmento da vida de Glória, a acompanhamos se redescobrindo como mulher, mãe, amiga e trabalhadora. No diálogo entre moral e imoral, acusação e defesa, heroína e vilão, nestas fissuras abertas, acreditamos que reside o poder do cinema. — Laís Melo
